Nossa História

Em 1921, a Reforma Carlos Chagas incentivou, através de organismos oficiais, o estabelecimento de estatísticas sobre o câncer, criando o Departamento Nacional de Câncer.
Recomendava-se, então, que os atestados de óbito fossem fornecidos em impressos apropriados, com quesitos sobre a doença. Também era incentivada a notificação dos casos, e não apenas dos óbitos. Em 1944, visando realizar um levantamento da morbidade e mortalidade por câncer, em todo o território nacional, o Decreto-Lei 15.971, de 04 de julho daquele ano, criou o Serviço Nacional do Câncer, que tinha como uma de suas atribuições cooperar com o Serviço Federal de Bio-Estatítica.
No Ceará, a criação do Serviço Nacional do Câncer repercutiu rapidamente dentro da classe médica, que já testemunhava o assustador aumento de casos da doença, principalmente entre as pessoas mais carentes, que não tinham condições de pagar tratamentos particulares. Ciente de suas obrigações para com o bem-estar da sociedade e preocupado com o alarmante crescimento do câncer, no Estado, um grupo de médicos reuniu-se com um objetivo inicial: prestar atendimento aos doentes de câncer e promover a cancerologia no Ceará.
O dia 25 de novembro de 1944 marca o nascimento do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), uma iniciativa pioneira e ousada de um grupo de dez médicos e um padre numa campanha em prol da vida: Waldemar Alcântara, Haroldo Juaçaba, Walter Cantídio, Newton Gonçalves, Antônio Jucá, Arquimedes Bruno, João Batista Saraiva Leão, Livino Pinheiro, Jurandir Picanço, Walter Porto e Luiz Gonzaga da Silveira. Homens de visão, que trabalharam diligentemente para que aquela semente se transformasse num projeto capaz de gerar frutos e inspirar gerações, como acontece hoje.

O ICC deu seus primeiros passos na Santa Casa de Misericórdia, que durante algum tempo foi o hospital público de Fortaleza com melhor infraestrutura, e onde os doentes de câncer passaram a ser atendidos. Em 1948, o Instituto conseguiu a instalação de um ambulatório no prédio da então recém-criada Faculdade de Medicina, na época funcionando na Praça José de Alencar. Ali permaneceu até 1959, quando a Faculdade foi transferida para o Porangabussu, hoje, Rodolfo Teófilo.

De lá para cá, foram muitas as conquistas – algumas delas verdadeiramente notáveis –, como a construção do Hospital Haroldo Juaçaba (HHJ), que iniciou oficialmente suas atividades em 1999. O ICC mantém, ainda, a Casa Vida e destaca-se não apenas na assistência, mas também no ensino e na pesquisa em oncologia, por meio da Escola Cearense de Oncologia (ECO).

Em 2015 iniciamos a construção do nosso novo Anexo. Mais 28 mil m2 exclusivo para atendimento de pacientes do SUS. Na verdade, trata-se de um novo hospital, pois, quando concluído, vai duplicar a capacidade de atendimento do Hospital Haroldo Juaçaba (HHJ), incluindo uma novidade alvissareira: o serviço de Pronto Atendimento Oncológico, que fará consultas de emergência e agilizará o fluxo de pacientes, trazendo mais comodidade para os que estão em tratamento. Juntamente com Centros de Acolhimento, de Imagem, Ensino e Pesquisa; mais de 180 leitos de internação, entre outros serviços. Certamente, os pioneiros de 1944 teriam orgulho do Instituto de hoje.